Quase 100 pedestres receberam indenizações do Seguro DPVAT no AP, menor saldo do país

Indenização pode ser por morte, invalidez ou despesas médicas, que podem chegar a R$ 13,5 mil. Saiba como solicitar o benefício.

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Pouco mais de 100 pedestres receberam indenizações no Amapá do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) ao longo deste primeiro semestre. Os amapaenses foram os que menos solicitaram o benefício pelo país este ano.

Os dados são do período de janeiro a junho, e foram divulgados na quinta-feira (7) pela Seguradora Líder, que administra o imposto, pago anualmente por motoristas de todo o país.

Os sete estados da região Norte aparecem entre as 15 unidades federativas do país com menos indenizações solicitadas:

  • Tocantins: 1.370
  • Pará: 918
  • Rondônia: 907
  • Amazonas: 482
  • Roraima: 468
  • Acre: 116
  • Amapá: 106

Os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Paraná foram os que mais tiveram pedestres indenizados pelo Seguro DPVAT no primeiro semestre.

Foram pagas, em média, cerca de 260 indenizações por dia, pelo país, para quem estava a pé e se acidentou no trânsito. Os pedestres representam a segunda categoria que mais recebe o benefício por acidentes de trânsito, ficando atrás somente dos motoristas.

Ao todo, 46.866 pedestres foram assegurados no primeiro semestre – tanto as vítimas das ocorrências, quanto para beneficiários delas. O Amapá não chega a representar nem 1% do número total de indenizações pagas aos pedestres brasileiros.

Observando informações dos anos anteriores, entre 2008 e 2018, mais de 2,4 mil indenizações foram pagas a pedestres vítimas de acidentes de trânsito em Macapá. A maioria dos danos causados no trânsito deixou vítimas por invalidez.

Nos últimos anos, o número de indenizações pagas aos assegurados no Amapá tem aumentado, de acordo com a seguradora.

Benefício é pago a vítimas ou familiares de vítimas de veículos automotores no trânsito — Foto: Jorge Abreu/G1

Benefício é pago a vítimas ou familiares de vítimas de veículos automotores no trânsito — Foto: Jorge Abreu/G1

Dicas

Considerando as situações em que ocorrem os acidentes, a seguradora reforça que a falta de atenção, principalmente pelo uso do celular, é uma das principais causas. Por isso, as recomendações são:

  • atravessar a rua olhando para os dois lados e sempre na faixa para pedestres;
  • evitar o uso de fones de ouvido e aparelhos celulares enquanto andar pelas ruas;
  • caminhar sempre pelas calçadas;
  • não atravessar a rua por trás de carros e ônibus que dificultem ser visto.

Quem recebe o Seguro DPVAT?

O benefício protege brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, por algum veículo automotor, como carro, caminhão, ônibus e motocicleta. São três tipos de cobertura:

  1. por morte (o valor é de R$ 13,5 mil) – quem recebe são os familiares;
  2. invalidez permanente (de R$ 135 até R$ 13,5 mil);
  3. e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$ 2,7 mil).
  4. A proteção é assegurada por um período de até 3 anos, ou seja, o benefício pode ser acessado nesse período.

Para dar entrada no pedido de indenização do seguro DPVAT é preciso um laudo médico, registro da ocorrência do acidente de trânsito, documentos pessoais, notas fiscais ou recibos ou certidão de óbito – em caso de morte.

Para dar entrada no benefício não é preciso pagar nenhuma taxa, e nem é obrigatório procurar uma empresa que faça esse tipo de serviço.

A solicitação pode ser feita nas agência dos Correios ou em seguradoras autorizadas. Outras informações de como receber o seguro DPVAT podem ser obtidas através dos telefones 4020-1596 para Macapá e 0800-022-1204 para os outros municípios; as ligações podem ser feitas das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira.

Dos recursos arrecadados pelo seguro obrigatório, 50% é destinado a essas indenizações. O restante é dividido entre o Sistema Único de Saúde (SUS) para custear a assistência médico-hospitalar às vítimas de acidentes de trânsito, e para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), para investimento em programas de educação e prevenção.

Com informações do G1 Amapá.

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