Polícia Civil prende um homem e apreende uma adolescente suspeitos pela morte de Rudivaldo Queiroz e Erica Pinheiro

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Neste sábado, 20, a Polícia Civil do Amapá, através da 1ª Delegacia de Polícia de Santana (1ª DPS), prendeu Jefferson Araújo Silva, de 18 anos de idade, e apreendeu a adolescente E.M.G., de 16 anos de idade, suspeitos pela morte de Rudivaldo Queiroz de Almeida e Erica Pinheiro do Nascimento, ocorrido no último dia 14 desse mês, no Distrito Matão do Piaçaca, em Santana.

Os suspeitos, que trabalhavam como caseiros na propriedade de Rudivaldo, foram surpreendidos pelos policiais civis na casa da genitora de Jefferson, localizada no bairro Fonte Nova, em Santana. No local, foram cumpridos o mandado de prisão preventiva em desfavor do rapaz e a custódia provisória em relação à adolescente.

De acordo com o delegado Victor Crispim, que preside o inquérito policial, há indícios de autoria e materialidade suficientes que comprovam o envolvimento do casal nas mortes.

“Logo após tomarmos ciência da morte do casal, uma equipe de investigação da 1ª DPS se deslocou até o local. Lá, os primeiros levantamentos que foram realizados apontavam os caseiros como sendo as últimas pessoas que tiveram contato com as vítimas. Dessa maneira, no dia seguinte, realizei a oitiva deles e pude verificar várias contradições existentes, as quais conseguimos provar diante do Poder Judiciário que eles estavam mentindo e, assim, obtemos o deferimento das custódias provisórias deles”, destacou o delegado.

Há muitas divergências em relação aos horários informados pelo casal. Jefferson alegou que eles pegaram uma carona na BR 156, mas não soube apontar qual era o veículo e nem o nome do motorista; e, ao descerem do carro no KM 9 pegaram um Uber que passou no local e os viu parados na beira da estrada, tendo o motorista se identificado, e já estando com um passageiro foi deixá-lo próximo e retornou para buscá-los após dois ou três minutos, e os deixou na casa da avó dele, localizada em Santana. Já, a adolescente, informou ao delegado que eles estavam na beira da estrada quando um indivíduo se aproximou, falando ao celular, perguntou pra onde eles estavam indo e disse que tinha chamado um Uber. Em seguida, o carro chegou e foi deixar o homem em um local próximo, retornando para buscá-los após três minutos.

Acerca dessa versão informada pelo casal, o delegado ressaltou que não existe nenhuma comunidade ou bairro próximo ao local que desse tempo de deixar alguém e retornar em três minutos. Além disso, Jefferson disse que, durante o trajeto, passou em frente da Polícia Rodoviária Federal (PRF), enquanto que, a adolescente informou que o motorista pegou um ramal que passa por trás da PRF. Esse local informado pela menor é justamente o ramal onde o veículo da vítima Rudivaldo foi abandonado.

Quanto ao horário que eles alegam ter chegado na casa da avó de Jefferson, através de imagens das câmeras de segurança de um estabelecimento comercial próximo, foi possível provar que também mentiram, uma vez que afirmaram ter chegado por volta das 21h30min e, inclusive, frisaram que estava passando a novela da globo, mas o carro tinha passado no local às 23h18min, ou seja, quase duas horas depois.

Para o delegado, o ponto crucial da investigação foram testemunhas que relataram que o casal estava num veículo L200 verde (carro da vítima) e um homem jovem (que estava no banco do motorista) pediu ajuda para trocar o pneu, o qual que havia furado. O casal foi reconhecido pelas testemunhas, que informaram ainda, que esse fato aconteceu entre 21h30 e 22h.

Após serem conduzidos à delegacia, o casal negou qualquer envolvimento no crime, demonstrando muita frieza diante de um crime tão bárbaro. “Em momento algum, eles demonstraram qualquer tipo de arrependimento e negaram a prática do homicídio, latrocínio, mesmo diante de todas as provas apresentadas”, frisou Crispim.

Uma outra testemunha presenciou uma animosidade entre a vítima Rudivaldo  e Jefferson no momento em que vacinava os porcos, tendo este respondido com palavrões ao patrão no momento em que foi chamado pra ajudar. Outra testemunha disse que a vítima Rudivaldo estava chateado com o fato de, no intervalo de uma semana, quatro porcos terem morrido, fato que atribuiu aos  descuidos do Jefferson, por isso iria demití-lo.

Jefferson será encaminhado ao Iapen e, a adolescente, ao Centro de Internação Provisória, onde ficarão à disposição da justiça.

Com informações da Polícia Civil do Amapá

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