Consumo das famílias encerra semestre com alta
Copa do Mundo movimentou o consumo nos lares A cesta de 12 produtos da região Sul se manteve entre os maiores valores médios do país O consumo nos lares brasileiros encerrou o primeiro semestre com alta acumulada de 2,49%, segundo o monitoramento mensal da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a junho de 2025, o indicador registrou alta de 1,86%. Na comparação com maio, o consumo avançou 0,48%. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados.Depois de um início de ano mais moderado, o consumo ganhou força entre março (3,2%), abril (3,1%) e maio (3,9%) na comparação com os mesmos meses do ano anterior. Embora junho tenha crescido em ritmo mais moderado, semanas com jogos de maior mobilização da Copa do Mundo estiveram associadas a um desempenho mais dinâmico em categorias de consumo de ocasião. Na composição da Cesta Copa 2026, os maiores pesos vieram de cortes bovinos (17,2%) e cervejas (13,1%). "O movimento não ocorreu de forma uniforme entre as categorias e variou conforme o calendário da competição, a participação da Seleção Brasileira, as promoções e o orçamento das famílias", afirma Milan Milan, vice-presidente da AbrasNo acumulado do primeiro semestre, todas as regiões registraram alta no preço médio da cesta de 12 produtos básicos. O Norte apresentou a maior variação, com avanço de 8,1%, passando para R$ 449,20 em junho. No Sul, o avanço foi de 5,6%, elevando o preço médio para R$ 379,86. Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta permaneceram concentrados no Nordeste. No Sul, Curitiba registrou R$ 377,93 e Porto Alegre R$ 381,79, mantendo a região entre os maiores valores médios do país.