Mulheres negras e Docência: Trajetórias de vida no período do Amapá Território – Parte 2

 Mulheres negras e Docência: Trajetórias de vida no período do Amapá Território – Parte 2

Fonte: https://porta-retrato-ap.blogspot.com/2018/03/foto-memoria-da-educacao-do-amapabons.html?m=1

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A política educacional janarista tinha como objetivo renovar o homem regional para que ele pudesse ajudar a construir um ótimo desenvolvimento do país. Tiveram enumero-os momentos em que Janary reafirmou a acuidade da educação sobresuas intenções para o destino do Amapá.

O seguinte fragmento é um exemplo
A Educação terá de constituir fator preponderante, adotando as formas mais intensas e variadas para a conquista de aperfeiçoamento. No Amapá ela terá de intervir em todos os setores de atividades: alfabetizando, porque, se aprender a ler e contar não constitui sua finalidade, é, pelo menos, o processo inicial mais necessário para atingi-la; divulgando as regras higiênicas e sanitárias e criando a mística do caboclo sadio para combater o conformismo à doença; executando processos novos de cultura da terra, de assistência à criação; de organização administrativa e social; lutando contra o nomadismo, a casa miserável, a família sem tradição, o pauperismo; pregando a fixação ao solo e exemplificando com fatos a possibilidade de ser feliz na cidade ou no interior; propagando o dever de satisfazer os compromissos comerciais, o instinto da economia e o amor ao trabalho; ensinando a alimentação, o vestuário, o exercício, a alegria, o conforto, a crença; incutindo em cada indivíduo a noção de que pertence à coletividade brasileira; difundindo as diretrizes da geopolítica nacional de forma simples e acessível, para que se tornem cogitação popular; plasmando a ânsia de melhorar seu corpo, sua família e sua pátria. (Nunes, 1947).

Neste sentido a organização da educação se deteve através de muitas conquistas e avanços por meio do governo, para obter bons resultado e ampliar a educação para vários setores a que viesse alfabetizar todos dependendo qual classe seria, o que era de extrema importância não seria em si aprender a ler ou escrever, mais sim questões de princípios que fazia parte do cotidiano daquele homem daquela época, como ter uma boa higiene, ter uma boa vestimenta, sabre que exercício era bom para corpo e alma, e ter alegria era o que importava ter base nas crenças religiosas, colocar a população para interagir perante a sociedade e ter noção que pertencia á uma coletividade brasileira. Análise de tal inflexão pôs em evidência fortes relações históricas entre projetos de desenvolvimento e políticas educacionais. Nos dois modelos educacionais enfocados a educação não era pensada como um mecanismo de reprodução social. A escola deveria ser em ambos, um espaço de geração e fomento de novas formas de percepção da realidade e de novos modos de agir. No tocante à política educacional janarista, a meta era a formação de um trabalhador disciplinado, apto a colaborar no aumento da produção local, a fim de  que esta gerasse volumosos excedentes comercializáveis. Diferentemente, a educação ambiental estandardizada por Capiberibe valorizava a produção em pequena e média escala e que, principalmente, respeitasse a natureza, adotando o manejo dos recursos naturais.

I- Mulheres Negras professoras na Cidade de Macapá: lutas e avanços

Nesse contexto as mulheres negras professoras tinha um papel muito importante, pois se retratava a educação que estava sendo desenvolvida naquele período. Essa professora tinha que demostra bastante equilíbrio e força de vontade, pois neste mesmo período havia a questão do preconceito e racismo que tinham que enfrentar. Dessa forma o período já estava sendo difícil um estado de transições e mudanças, para essas professoras negras estava sendo cada vez mais complicado, lindar com tantas divergências, e a sociedade que de certa forma era dominada pelo governo a ter o mesmo olhar neutro em relação a esse misto de preconceito e racismo que se predominava contra essas mulheres negras professoras daquele período.

II- A lutas foram ter sempre um olhar que a educação pudesse mudar a sociedade para entender que o preconceito contra quem estava repassando conhecimento para uma sociedade ter uma boa educação e interagir com determinado ciclo, e assim obter um trabalho bom, um estudo melhor e se situar com demais sociedades, era essa visão que as professoras negras queiram passar que através do conhecimento seja passado por quem for, dependo de raça, cor ou sexo se podia ter resultados bons em relação a educação.

Além das lutas que as professoras enfrentavam por serem mulheres educadoras, ainda tinha que assimilar que por serem mulheres tinha que exercer papel diferente ao meio da sociedade, sua cor era o que se mais tinham relevância, pois negras tinham que estar em lugar abaixo daquele que se podia ter, a educação devia-se ter alguém de alto poder de aquisição diante de esse fator obter resultado bom, ou seja, teve o avanços na educação demonstraram que as mulheres negras podia ir além de uma simples cozinha, mostrou-se que cada vez mais elas ganhavam espaço diante da sociedade manipulada e cheia de preconceito, avanços que foram reconhecidos e bem aplaudidos por quem lutava por uma estado aonde o preconceito e racismo fosse deixado de lado e começasse a se preocupar com real  importância a educação que estava se perdendo pelo fato de não se acreditar que mulheres negras que podia conquistar seu lugar perante a sociedade. Cada momento se se destacava mulheres negras fortes e guerreiras, prontas para lutar e ganhar seu espaço de mulheres negras diante de uma sociedade capitalista e preconceituosa que advém de um logo processo de desigualdade racial. Nas escolas as professoras negras demostrava todo seu selo e dedicação diante dos alunos que de certa foram também sofriam por serem alunos da mesma, neste contexto a maioria dos alunos eram negros, pois professoras negras ensinavam apenas para o seu próprio ciclo, não para os demais que faziam parte da realidade de outra forma subjacente. O magistério amapaense foi montado por professores oriundos do estado do Pará, contratados por Janary Gentil Nunes, nos primeiros anos de sua administração.

Uma dessas pioneiras foi a professora Predicada Amorim Lopes, que por despacho do interventor do Estado do Pará de 2 de dezembro de 1946 foi removida para o Território Federal do Amapá, e nomeada professora primária e Pré-Primária da Divisão de Educação com atuação na Escola Normal de Macapá. Ela recebeu a missão de viajar a Belém, para acompanhar as professoras normalistas contratadas pelo governo do Amapá; participou de toda a programação didática da escola normal; assessorou o Diretor de Educação na execução do programa de merenda escolar; exerceu os cargos de Secretária e Diretora da Escola Normal.

CONTINUA…

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Mayara Bomfin

Mayara Bomfin

http://www.amapaemfoco.com

Meu nome é Mayara, tenho 28 anos, resido em Santana, tenho formação acadêmica em licenciatura plena em letras português, cursando 7 semestre de letras Libras, pós-graduação em políticas da promoção da igualdade racial nas escolas.

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