Investigação: documentação e equipamentos eletrônicos apreendidos na Operação Água Fria estão em fase de análise

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O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio do Grupo de Atuação Especial para Repressão ao Crime Organizado (GAECO/AP), iniciou a análise do material apreendido na última sexta-feira (14), durante a Operação Água Fria. A ação do Gaeco, com apoio da Procuradoria-Geral de Justiça do MP-AP e Gabinete Militar da instituição, ocorreu na Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), residências e três empresas, em Macapá.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Afonso Guimarães, a ação ocorreu com o objetivo de coletar provas para a investigação de denúncias da prática de crimes como fraude em dispensa de licitação para a aquisição de materiais hidráulicos para a Caesa, peculato, falsidade ideológica e formação de organização criminosa, ocorridas em 2018, com a finalidade de subtrair dinheiro público.

Segundo o promotor de Justiça, ao todo, nove (9) mandados de busca e apreensão foram executados, com autorização do Poder Judiciário. Na ação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos (computadores e celulares), com o propósito de subsidiar as investigações.

Documentos apreendidosConforme apurado nas investigações do Gaeco, a empresa que vendeu para a Caesa não possui, em sua sede, capacidade para o estoque dos produtos comercializados, pois trata-se de uma gráfica, bem como que a Caesa adquiriu materiais com valores superfaturados.

“Fazemos um trabalho preventivo, por meio da expedição de Recomendações para que as instituições não pratiquem atividades ilícitas. Recebemos informações sobre a existência de privilégios para as empresas a respeito de dispensa de licitação. Conseguimos demonstrar superfaturamento de preço e aquisição de material em empresas que não têm relação com os produtos adquiridos”, detalhou o promotor de Justiça.

Afonso Guimarães explicou que, no momento, o valor do dano ao erário está em apuração e por conta disso ainda não foi divulgado, pois a investigação está em fase embrionária.

“A análise da farta documentação e dos equipamentos eletrônicos apreendidos durante a Operação está subsidiando a denúncia. Ao final deste trabalho, iremos ingressar com as devidas ações contra os acusados”, explicou o coordenador do Gaeco.

SERVIÇO:

Elton Tavares

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

Contato: (96) 3198-1616

E-mail: asscom@mpap.mp.br

Fonte Original Ministério Público do Amapá
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