Hospital recebe doação de laringes eletrônicas para pacientes com câncer de garganta

Aparelhos foram entregues pela Associação do Câncer de Boca e Garganta (ACBG), para pacientes que perderam a voz após serem laringectomizados

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Dois pacientes laringectomizados após serem acometidos pelo câncer de garganta foram beneficiados com a doação de laringes eletrônicas da Associação do Câncer de Boca e Garganta (ACBG) do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal). O aparelho transmite uma voz mecânica permitindo que o paciente retome a comunicação por fala, facilitando o processo de reabilitação.

A doação foi feita na tarde desta terça-feira, 16, através do projeto “Laringe Eletrônica: uma voz possível”, da ACBG. Os pacientes beneficiados com os aparelhos foram escolhidos por critérios clínicos, com a avaliação da fonoaudióloga da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) Laura Carolina Carvalho.

“Depois da laringectomia, o paciente passa por um processo de reabilitação para que consiga gerar a produção da voz. Então, nós avaliamos dois que já estão nesta condição para receber a laringe eletrônica. Hoje, nós selecionamos um, e já estamos analisando quem será o próximo”, falou a fonoaudióloga.

De acordo com o gestor de projetos da ACBG Eduardo Knoll, os aparelhos foram viabilizados através do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), por meio da Lei 12.715/12, de incentivo fiscal, voltada para a oncologia.

“Nós inscrevemos o projeto, que, após ser aprovado, pode captar verbas de imposto de renda de outras empresas, e, foi através dessa captação, que conseguimos comprar 350 laringes eletrônicas, possibilitando a reabilitação de 350 pacientes laringectomizados em situação de vulnerabilidade social”, disse.

Até o momento, 49 instituições já foram visitadas pela associação, em 22 estados da federação. Um dos pacientes contemplados com a laringe eletrônica foi o empresário Márcio Delfino, diagnosticado com câncer em 2012.

“Antes do câncer eu era vendedor, e levei cinco anos para aceitar o tratamento, por medo de perder a voz. Quando entrei no hospital, já estava com o quadro grave e não tive saída. Passei uma ano sem falar até ser contemplado com um desses aparelhos, e comecei a usar isso como marketing. Não deixei minha vida parar, e, hoje, sou empresário no ramo de vendas, em Santa Catarina”, falou Delfino.

Além de contemplar o Hcal, a ACBG também vai ao Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma), para doar aparelhos e dar continuidade ao trabalho de controle social do câncer de cabeça e pescoço.

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