Hemoap realiza programação para homenagear doadores de sangue

Atividades marcaram o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta sexta-feira, 14. Programação contou com bolo, limpeza de pele e música.

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No Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta sexta-feira, 14, o Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) reuniu doadores e receptores como forma de mostrar a importância que o ato solidário tem, especialmente na vida de quem está sendo beneficiado.

Emocionada, a professora Rosilene Brito participou da programação. Há 12 anos ela sofre de anemia ferropriva, doença causada pela deficiência de ferro nos componentes sanguíneos e que, por isso, requer reposição de sangue.

“Na maioria das vezes, quem doa não sabe quem vai receber esse sangue, e eu sou esse outro lado. É graças à solidariedade dessas pessoas que o meu caso não sofreu complicações e o que me mantém bem. Então, só tenho a agradecer a esses seres que, de certa forma, salvam a minha vida”, afirmou a professora.

Para celebrar a data e homenagear os doadores, o Hemoap realizou uma programação com bolo, limpeza de pele e música ao vivo com a banda do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM/AP). 50 militares da corporação também fizeram doação de sangue.

“O Corpo de Bombeiros é uma organização que também trabalha com vidas, então, nós sabemos a importância que tem a doação de sangue. Muitos militares da corporação já são doadores, mas, mostrar que toda a organização também abraça essa causa, é bom para incentivar que outras pessoas se tornem doadoras”, ressaltou o tenente George Barcelar.

Segundo o diretor-presidente do Hemoap, Sávio Ferreira, a quantidade de doação tem aumentado mas ainda não está dentro do que é preciso. “A Organização Mundial de Saúde diz que o ideal para suprir a necessidade dos hemocentros é de que 3% da população seja doadora, mas, no Brasil, esse percentual é de apenas 1,6%. Na Região Norte, o total de doadores representa apenas 0,3%”, explicou Ferreira.

Ainda segundo o diretor, mobilizações sociais, campanhas externas ao Hemoap de igrejas, grupos sociais e até mesmo de outros órgãos, têm ajudado a melhorar esse cenário, o que já pode ser observado. No Hemoap, por exemplo, têm sido realizadas de 60 a 70 doações por dia e o cadastro atual de doadores ativos possui cerca de 2.500 pessoas.

Como ser doador de sangue

Para se tornar um doador voluntário, a pessoa precisa estar saudável, pesar mais de 50 kg, ter entre 16 e 69 anos. Menores de 18 anos somente com autorização dos responsáveis e maiores de 60 anos, se já forem doadores assíduos.

O doador precisa estar descansado e alimentado. Antes de doar, a pessoa passa pela triagem clínica, onde é feito um questionário sobre a saúde e a vida da pessoa para tentar identificar todo o fator que a deixa inapta, temporariamente.

Uma única doação pode ajudar a salvar até quatro vidas, pois a bolsa de 450ml doada, passa por um processo de fracionamento, onde se extrai quatro componentes do sangue: concentrado de hemácias, o concentrado de plasma, plaquetas e o crioprecipitado.

O horário para as doações no Hemoap é de 7h30 as 12h. O instituto fica localizado na Rua Jovino Dinoá, esquina com a Avenida Raimundo Álvares da Costa, bairro Central, em Macapá.

Fonte Original GEA
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