Banco da Amazônia apresenta recorde de resultados no plano safra 2018/2019

A instituição aplicou no agronegócio regional R$ 3,66 bilhões. Volume de crédito aportado no setor cresceu acima da média do mercado

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Principal agente de fomento do Governo Federal no Norte do país, o Banco da Amazônia bateu recorde de investimentos no Plano Safra 2018/2019. No período de 1º de julho do ano passado até o último dia 30 de junho de 2019, a instituição aportou no agronegócio regional o equivalente a R$ 3,66 bilhões.

O resultado está sendo comemorado pela instituição por dois bons motivos. Primeiro, porque o volume dos investimentos nos estados nortistas cresceu acima da média do mercado e, segundo, resultado semelhante a esse o banco não apresentava desde o Plano Safra 2014/2015, quando foram aplicados nos negócios que envolvem a cadeia produtiva agrícola e pecuária valores na ordem de R$ 3,4 bilhões.

“Estamos comemorando muito esses números positivos, pois estão acima do desempenho de outras instituições financeiras que atuam no setor. Enquanto os financiamentos bancários voltados ao agronegócio cresceram cerca de 13% em volume global de contratação com todas as instituições financeiras na região norte, no Banco da Amazônia, isoladamente, o crescimento foi de 40%”, informou Misael Moreno, gerente de Pessoa Física do Banco da Amazônia.

O gestor afirma que há espaço para crescer ainda mais porque se trata de um mercado que fechou o ano Safra 2018/2019 com investimentos na ordem de R$ 9,94 bilhões na região Norte, e que, desse total, 33% foram efetivados pelo Banco da Amazônia. Para ampliar sua participação junto ao setor, a Instituição tem disponível para o Plano Safra 2019/2020 o equivalente a R$ 4 bilhões para movimentar a economia regional de toda a Amazônia Legal, com a expectativa de que, pelo menos R$ 500 milhões, seja por meio do Programa Nacional de Agricultura Familiar – PRONAF.

Resultados do Plano Safra 2018/2019 no Norte
A melhor performance apresentada pelo Banco da Amazônia no ano Safra 2018/2019 nos estados nortistas ocorreu em Roraima, onde foram aplicados R$ 63,60 milhões, uma variação de 312,11% superior ao ano Safra 2017/2018, quando aportou no Estado R$ 15,43 milhões. Segundo dados do Banco Central, o destaque no desempenho se deu, ainda, em relação às outras Instituições financeiras. Sozinho, o Banco da Amazônia respondeu por 37% de todas as contratações feitas naquele Estado, onde foram aportados R$ 171,21 milhões por todos os financiadores do agronegócio.

Outro exemplo que demonstra a importância dos recursos de fomento para a economia regional se deu no Amazonas para onde, a cada R$ 100 aplicados na agricultura e na pecuária, R$ 72 foram injetados pelo Banco da Amazônia. Ou seja, de um total de R$ 94,10 milhões aportados por todos os bancos nesse Estado, R$ 67,94 milhões (72%) foram carreados pela instituição. E, se comparados os números em relação ao próprio desempenho, o volume aplicado foi superior em 40,09% em relação ao ano anterior, quando o Banco da Amazônia investiu localmente recursos na ordem de R$ 48,50 milhões.

“O Banco da Amazônia é o principal alavancador da economia regional. Nos relacionamos com a instituição há duas décadas. Não temos dúvidas de que, no caminho trilhado por nosso negócio, o papel do banco foi fundamental, com os aportes de custeio e os financiamentos concedidos”, relatou o empresário Francisco Helder Peixoto, dono da Granja São Pedro, localizada no Amazonas, e líder na região Norte na produção de ovos.

Nos demais Estados nortistas, a performance do banco também foi significativa. No Pará, os investimentos alcançaram R$ 1,10 bilhão, um crescimento de 76,91% em relação ao ano Safra anterior, quando financiou R$ 622,96 milhões ao agronegócio. O resultado expressivo representou 41% do total aplicado no agronegócio no Estado, para onde foi destinado, por todos os bancos, um volume de R$ 2,71 bilhões.

No Acre, os valores investidos no Plano Safra 2018/2019 foram de R$ 117,93 milhões, resultado 59,51% maior do que no ano anterior, quando o Banco da Amazônia investiu R$ 73,93 milhões. A instituição foi responsável por 38% do total de R$ 251,84 milhões aportados no Estado pelas instituições financeiras. No Amapá, os investimentos alcançaram R$ 16,52 milhões, 56,07% a mais em relação ao Plano Safra anterior, quando os aportes foram de R$ 10,58 milhões. O volume aplicado foi 38% do total de R$ 43,31 milhões financiados ao agronegócio local por todos os bancos nesse Estado.

O desempenho do banco foi positivo, também, nos estados de Rondônia e no Tocantins. Em Rondônia, o agronegócio recebeu investimentos na ordem de R$ 984,82 milhões, valor 48,44% a mais do que ano anterior, quando o Banco da Amazônia aplicou R$ 663,44 milhões nesse Estado. Esse volume representou 34% dos R$ 2,87 bilhões injetados no agronegócio local. Já no Tocantins foram aplicados R$ 955,01 milhões, representando um crescimento de 23,56% em relação ao ano anterior, quando o banco aportou no lugar o equivalente a R$ 772,90 milhões. Esse valor representou 26% do total de R$ 3,72 bilhões carreados para a agricultura e pecuária local.

Banco oferece taxas competitivas ao mercado
Para quem quer fazer investimentos via Plano Safra 2019/2020, o Banco da Amazônia possui uma das taxas de financiamento mais competitivas do mercado. Os valores disponíveis são do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), principal recurso de fomento do Governo Federal para os municípios brasileiros localizados na região.

Para as operações de investimento de até R$ 16 milhões, com ou sem custeio associado, a taxa anual para os mini, pequeno e pequeno-médio empreendedores é de 5,62%, reduzindo a 5,43% para os que ganham bônus de adimplência por manterem suas operações em dia. Para os de médio porte com operações entre R$ 16 milhões e até R$ 90 milhões, a taxa anual é de 6,07% e de 5,81% com bônus de adimplência. Os empreendedores de grande porte, com operações acima de R$ 90 milhões, também têm taxas anuais atrativas: 6,51% e de 6,19% para quem pagar em dia o financiamento.

Os percentuais cobrados pelo banco nas taxas anuais para operações de custeio e de comercialização também são diferenciadas. Aos empreendedores de porte mini, pequeno e pequeno-médio, a taxa é de 5,75% e de 5,55% com bônus de adimplência. Para os de médio porte com operações entre R$ 16 milhões e até R$ 90 milhões, a taxa é de 6,25% e de 5,97% com bônus de adimplência. Já para os empreendedores de grande porte, com operações acima de R$ 90 milhões, as taxas são de 6,74% e de 6,38% com bônus de adimplência.

Para quem quer dinamizar seus negócios e possua atividades voltadas à ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns, operações florestais, proteção ao meio ambiente, recuperação de pastagens e áreas degradadas, atividades sustentáveis, inovação tecnológica, a taxa anual é de 5,01% e, com bônus de adimplência, essa chega a 4,92%. E, para os agricultores familiares, as taxas são ainda mais atrativas. Para quem utilizar recursos do PRONAF, as taxas variam entre 3% e 4,6%. E, se os recursos vierem via Microcrédito PRONAF B), a taxa é de 0,5%. Todas essas taxas são pré-fixadas, mas os empreendedores podem optar, ainda, por taxas pós-fixadas. A escolha pode ser feita no momento da contratação junto ao Banco da Amazônia.

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