Amapá realiza primeira exportação pela Ponte Binacional

Liberação da ponte para as transações comerciais abre novas possibilidades de crescimento econômico para o Amapá.

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O Estado do Amapá entrou definitivamente na rota de exportação dos mercados internacionais. A empresa Energ Power Ltda, através do grupo de logística Nortelog, em parceria com o grupo Arizona, deu início à primeira exportação do Estado do Amapá, para a empresa Abiodis Guyane S.A.S, em Saint Georges, na Guiana Francesa.

São 22 carretas atravessando a Ponte Binacional, na fronteira entre Oiapoque e Guiana Francesa, com produtos nacionais brasileiros desde o dia 3 de julho, para a construção de uma usina de biomassa em Saint Georges. A travessia da carga segue em ritmo acelerado, mas ainda sem data para finalizar.

A transação comercial entre os dois países é resultado das tratativas que tiveram início na II Reunião do Acordo de Transportes Brasil-França, realizada na cidade de Caiena, Guiana Francesa, entre as comitivas brasileira e francesa, em agosto de 2018, quando ficou definida a abertura da ponte para transporte de carga.

A reunião foi organizada pela Embaixada da França no Brasil em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) para tratar sobre transporte e circulação de bens e pessoas na fronteira entre os dois países, a fim de continuar a criação de melhores condições socioeconômicas na região do Platô das Guianas e Caribe.

O Amapá participou com delegação técnica composta de membros do governo do Estado, como a Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agênia Amapá), Secretaria de Estado de Transporte (Setrap), Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), além de representantes do setor privado e sociedade civil, como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amapá (Fecomércio/AP), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Macapá e Santana e o empresário Kleber Campos, sócio da transportadora  Nortelog.

A carga exportada veio de São Paulo, transportada pelo Grupo Arizona até o Estado do Pará. De lá até o Amapá, o transporte foi feito pela Nortelog, e do Amapá para França, a exportação está sendo feita por ambas as empresas.

“Essa primeira exportação só está sendo possível graças às tratativas do governo brasileiro, em especial o Governo do Amapá, com o governo francês, para que a ponte fosse aberta para o transporte de cargas e pessoas”, afirmou Kleber Campos

Cláudio Cardoso, empresário do grupo Arizona, está otimista com a possibilidade de novas operações de carga entre os dois países. “A perspectiva é a mais otimista possível, principalmente quanto ao fomento dos negócios entre Brasil e Guiana Francesa”.

A empresa Abiodis Guyane S.A.S, que está importando os produtos brasileiros, já anunciou que tem interesse em importar mais produtos brasileiros para o projeto da usina de biomassa.

Com a primeira exportação, o Amapá ganha novas oportunidades de negócios, atração para indústria e comércio, transporte, armazenagem (logística em geral) e, consequentemente, o aumento de oportunidades de geração de emprego e renda, impulsionando a economia de ambas as regiões.

Para a diretora-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Tânia Maria, a primeira exportação é um marco na relação comercial entre Brasil e França, levando em consideração, principalmente, o acordo de cooperação assinado há mais de 20 anos. O assunto foi tratado nas reuniões do Comitê de Transporte, do Conselho do Rio Oiapoque, e principalmente, nas reuniões da Comissão Mista Transfronteirça.

“O governo do Estado desenvolve ações em todos os setores para alavancar a economia amapaense e o comércio exterior é um deles. Esta é a primeira de muitas transações comerciais que o Amapá fará com a Guiana francesa e o mercado francês também fará como as empresas amapaenses. O comércio do Amapá ganha novas oportunidades de geração de emprego e renda”, afirmou Tânia Maria.

O Amapá tem se tornado cada vez mais atraente para novos mercados pelo ambiente favorável para o comércio proporcionado pela Zona Franca Verde (ZFV), Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), corredor de exportação e a vocação logística, considerada a porta de entrada do país. A localização geográfica privilegiada e os incentivos fiscais da Zona Franca Verde estão entre os principais fatores que têm atraído os investidores.

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