Amapá capacita profissionais para possíveis surtos de sarampo e casos de poliomielite

Oficina preparou servidores para enfrentarem possíveis entradas de sarampo no Amapá, devido o surto registrado na região sudeste do país.

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Dar resposta rápida a possíveis surtos de sarampo e também a casos confirmados de poliomielite. Esse foi o objetivo da oficina ofertada pelo Governo do Amapá até esta sexta-feira, 20, a profissionais de vigilância em saúde, da imunização e da atenção básica dos municípios.

De acordo com o responsável por doenças respiratórias da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o enfermeiro doutor João Farias Trindade, a intenção é preparar os servidores para enfrentar possíveis entradas de sarampo no Amapá, devido o surto registrado recentemente na região sudeste do país, e a casos confirmados em outros estados.

“O Amapá está desde 1997 sem casos confirmados de sarampo, mas, o ressurgimento da doença no Brasil levou o Estado a se antecipar no fortalecimento do trabalho de prevenção e preparação das equipes de saúde dos municípios”, explicou Trindade.

Além da parte clínica e epidemiológica, a oficina dá destaque à principal medida de prevenção, que é a vacinação.

“A capacitação tem sido focada para profissionais identificarem casos suspeitos de sarampo, darem todos os encaminhamentos necessários, no sentido de diagnóstico, e, principalmente, tentar resolver o problema através de vacinação”, destacou João Farias.

A oficina ofertou, também, orientações para a prevenção e tratamento de poliomielite, como parte de uma recomendação da Organização Panamericana de Saúde (Opas) de alerta sobre o risco da reintrodução da doença no continente.

“Vamos aproveitar que estamos falando de emergência de saúde pública, para levar as novidades discutidas sobre a poliomielite, nacionalmente”, frisou o técnico.

Orientações

Sobre os procedimentos para casos suspeitos de sarampo, a SVS orienta aos pacientes que procurem os postos de saúde dos municípios, que, através de exame laboratorial, vão confirmar, ou não, se o paciente tem sarampo.

“Esse caso precisa ser notificado à vigilância epidemiológica, que tomará todas as medidas de controle. Ou seja, ela vai reinvestigar, ver se há registro de outros casos e se há outras pessoas na comunidade onde essa pessoa mora. Além disso, será feito o levantamento da situação vacinal de todas as pessoas que moram na casa e nas redondezas, para ver se tem alguém que não tomou a vacina ou tomou de forma incompleta, para tomar ou para completar a dose”, falou o enfermeiro João Farias Trindade.

 Vacinação contra o sarampo

A campanha de vacinação contra o sarampo iniciará em outubro no Amapá. Do dia 7 até o dia 25, a imunização será ofertada para crianças de 6 meses a menores de cinco anos. O Dia D de mobilização para esse grupo ocorrerá no dia 19.

Pessoas de 20 a 29 anos poderão se vacinar dos dias 18 a 30 de novembro. No dia 30, será o Dia D para essa faixa etária.

Fonte Original GEA
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