PROMOTOR DE JUSTICA É AFASTADO DO CARGO E CNMP INSTAURA PROCEDIMENTO PARA APURAR POSSIVEIS IRREGULARIDADES

CNMP afastou por 60 dias promotor irmão do prefeito de Macapá por supostas infrações funcionais
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou o afastamento cautelar por 60 dias do promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, irmão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), e instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar supostas infrações funcionais no Ministério Público do Amapá (MP-AP). A portaria, assinada pelo corregedor nacional Ângelo Fabiano Farias da Costa, tramita em sigilo e foi publicada no Diário Eletrônico do CNMP em janeiro de 2026.
Contexto das Investigações Anteriores
João Paulo Furlan foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2025 como co-líder de uma suposta organização criminosa que fraudou as eleições municipais de 2020 em Macapá, atuando ao lado do prefeito irmão na compra de votos e transporte irregular de eleições. A denúncia de 145 páginas, protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) pela procuradora Sarah Cavalcante, descreveu Furlan como responsável por financiar operações, gerenciar recursos e coordenar ações criminosas entre setembro e dezembro de 2020.
Papéis Atribuídos na Denúncia do MPF
| Integrante | Ajarinóticas+ 1 |
|---|---|
| Antônio Furlan (prefeito) | Mentor intelectual, controle final e principal beneficiário |
| João Paulo Furlan (promotor) | Co-líder: financiamento, gestão de recursos e cooperativa |
| Outros aliados | Indicação de participantes, pagamento em espécie e logística de transporte |
A investigação incluiu buscas da Polícia Federal em 2022 no gabinete da prefeitura e perícias em celulares que revelaram mensagens sobre promessas de votos e pagamentos diretos.
Repercussão Política no Amapá
O caso ganha destaque local devido ao parentesco e à reeleição recente de Antônio Furlan, com o prefeito ainda sem manifestação oficial sobre a denúncia eleitoral ou o afastamento do irmão. O PAD do CNMP foca em infrações disciplinares no MP-AP, sem divulgar detalhes específicos para preservação do sigilo processual.

